
Eurostar: a travessia sob o mar entre Bruxelas e Londres
Viajar de Bruxelas a Londres a bordo do Eurostar é mais do que um deslocamento entre duas capitais. É um daqueles momentos em que a logística vira experiência. Em pouco mais de duas horas, o trem de alta velocidade cruza o Canal da Mancha por um túnel submarino e conecta o coração do continente europeu ao centro de Londres, sem escalas, filas de aeroporto ou mudanças bruscas de ritmo.
No roteiro Holanda, Bélgica e Londres da Paralelo 30, essa travessia marca um ponto de virada da viagem. A partida acontece na estação central de Bruxelas e a chegada em London St Pancras, já inserindo o viajante na pulsação urbana da cidade. O percurso é contínuo, confortável e pensado para que o deslocamento não interrompa a narrativa da jornada.
Mais do que eficiência, o Eurostar oferece uma transição simbólica. Enquanto o trem avança sob o mar, o viajante muda de país, de idioma e de atmosfera quase sem perceber. É uma experiência silenciosa, precisa e elegante, exatamente o tipo de travessia que a Paralelo 30 escolhe incorporar aos seus roteiros.
O que é o Eurostar e como funciona a travessia
O Eurostar é o serviço ferroviário de alta velocidade que conecta o Reino Unido ao continente europeu por meio do Túnel da Mancha, uma das maiores obras de engenharia ferroviária do mundo. A operação liga cidades centrais como Bruxelas, Paris e Londres sem a necessidade de transporte aéreo, permitindo deslocamentos diretos entre centros urbanos.
Segundo informações da empresa, o Eurostar percorre o trajeto entre Bruxelas e Londres em aproximadamente 2 horas, combinando trechos de alta velocidade em superfície com a travessia submarina pelo túnel. O passageiro embarca no coração da cidade de origem e desembarca diretamente no centro da cidade de destino, sem escalas intermediárias.
A travessia pelo Canal da Mancha acontece dentro do Eurotunnel, infraestrutura ferroviária que opera exclusivamente para trens, com sistemas de segurança e controle climático próprios. Durante esse trecho, o trem reduz a velocidade por razões técnicas, mas a experiência para o viajante permanece estável e silenciosa.
Um dos diferenciais do Eurostar é a realização dos controles de imigração e segurança antes do embarque, ainda na estação de origem. Isso significa que, ao chegar a Londres, o passageiro já desembarca liberado para circular pela cidade, sem enfrentar novas filas ou procedimentos fronteiriços.
Essa organização transforma o Eurostar em mais do que um meio de transporte. Ele funciona como uma ponte contínua entre países, mantendo o ritmo da viagem e evitando as rupturas típicas dos deslocamentos aéreos, especialmente em roteiros longos como o da Paralelo 30.

O Túnel da Mancha: o que o viajante percebe
A passagem sob o Canal da Mancha é o elemento mais emblemático da viagem de Eurostar. Conhecido popularmente como Chunnel, o Túnel da Mancha é uma obra de engenharia ferroviária que conecta o Reino Unido ao continente europeu por baixo do mar, em operação desde 1994.
Segundo a Getlink, grupo responsável pela infraestrutura do túnel, o sistema possui cerca de 50 quilômetros de extensão, sendo aproximadamente 37,9 quilômetros em trecho submarino, o que o torna o túnel subaquático mais longo do mundo. Ele é composto por três galerias paralelas: duas para circulação de trens e uma central, usada para manutenção e segurança.
Os trens atingem velocidades de até 300 km/h nos trechos em superfície. Dentro do túnel, a velocidade é reduzida para cerca de 160 km/h, seguindo protocolos técnicos de segurança. Para o passageiro, no entanto, essa mudança é quase imperceptível. Não há janelas com vista para o mar nem sensação de pressão ou movimento abrupto. A travessia acontece de forma silenciosa e contínua.
Todo o percurso é monitorado em tempo real, com sistemas de ventilação, controle de temperatura e comunicação direta com os trens. O objetivo é garantir estabilidade total, independentemente das condições climáticas na superfície do Canal da Mancha.
Do ponto de vista da experiência, atravessar o túnel é mais simbólico do que sensorial. Em poucos minutos, o viajante cruza uma fronteira histórica e geográfica que durante séculos separou ilhas e continentes. Quando o trem volta à superfície, o cenário muda, os trilhos seguem outro ritmo e a viagem entra oficialmente em território britânico.
Do centro de Bruxelas ao coração de Londres
Um dos principais diferenciais do Eurostar é a lógica de deslocamento pensada para cidades, não para periferias. A viagem começa na estação Brussels-Midi, principal hub ferroviário da Bélgica, localizada em área central e bem conectada ao transporte urbano.
Os passageiros devem chegar à estação com antecedência para realizar os procedimentos de segurança e imigração, que são feitos antes do embarque. Diferentemente de outros trens europeus, a rota para o Reino Unido exige controle de passaporte e alfândega ainda em solo belga, o que elimina qualquer nova checagem na chegada.
Esse modelo permite que o desembarque em Londres aconteça de forma imediata. O trem chega à London St Pancras International, uma das estações mais centrais e icônicas da cidade, conectada diretamente ao metrô londrino e a linhas ferroviárias nacionais.
A organização reduz o tempo total de viagem quando comparada ao transporte aéreo, que envolve deslocamentos até aeroportos afastados, múltiplos controles e esperas prolongadas. No caso do Eurostar, o viajante sai do centro de uma capital europeia e chega ao centro de outra, mantendo o fluxo da viagem sem rupturas.
No roteiro Holanda, Bélgica e Londres da Paralelo 30, essa travessia funciona como uma transição suave entre países. Ao desembarcar em St Pancras, o viajante já está inserido no cotidiano londrino, pronto para seguir o roteiro a pé, de metrô ou para experiências previstas no mesmo dia.
Do continente a Londres em poucas horas
No roteiro Holanda, Bélgica e Londres, a travessia de Eurostar funciona como uma passagem de atmosfera. Até ali, a viagem está marcada pelo ritmo continental, com cidades compactas, caminhadas longas e deslocamentos curtos entre núcleos históricos. Ao cruzar o Canal da Mancha, o cenário muda de forma quase imperceptível, mas decisiva.
A chegada em London St Pancras tem algo de cinematográfico. Não é um desembarque em periferia, mas dentro da cidade, com a arquitetura vitoriana da estação e o movimento urbano já imprimindo outra escala ao roteiro. Em poucas horas, o viajante atravessa uma fronteira geográfica e entra em um novo repertório cultural, onde o inglês, os símbolos britânicos e a dinâmica metropolitana passam a conduzir a experiência.
Esse é o tipo de transição que a Paralelo 30 gosta de preservar. O deslocamento não aparece como intervalo, mas como parte da narrativa da viagem, marcando a virada entre Flandres e Londres sem quebrar o ritmo construído ao longo dos dias anteriores.

